Sua casa era sempre assediada por ventanias que faziam o móbile da sacada balançar e tocar sua música angelical, sua sala estava sempre arrumada e as cortinas bem lavadas. Seu jardim sempre tinha vida e o céu tinha cores. Seus amigos? Presentes. Sua família? Viva. Seu dia a dia era completo de atividades que lhe provocavam sorrisos e geravam sonhos nas suas noites. Era uma vida incrível que talvez fosse eterna a qual ele agradeceria a alguém que nunca viu.
Mas nunca chegou a agradecer. Não havia vento e o móbile viveu e sempre viverá em silêncio. A sala era lotada por bugigangas, livros, canecas de chá e preenchida pelas cortinas que fediam a pó. O jardim tardava a crescer e quando crescia murchava sob o céu cinza. Seus amigos? Ausentes. Sua família? Morta. Completava seu dia com atividades secas e difíceis de digerir e as lágrimas constantemente brotavam de sua face. Vida miserável. Ele pedia a alguém desconhecido que acabasse.
Nossa. Traduziu vários sentimentos aqui de dentro. Parabéns.
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